A base aliada do governo considera que a última barreira contra a votação do projeto de lei que reestabelece o voto de qualidade no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf) é a oposição da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com representantes do grupo nesta quarta-feira (5) e avançou nas tratativas. Parlamentares governistas reconhecem que a liberação de emendas pelo governo nesta semana – foram empenhados R$ 2,1 bilhões – facilitou as negociações.

“Não tem tanta divergência. Se avançar com o pessoal da agropecuária, dá para votar”, disse um deputado do PT ao Bastidor. “Há um plano para até sexta-feira votar tudo”.

Inicialmente, a ideia do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), era votar primeiro o PL do Carf, que tramita em regime de urgência e trava as demais pautas na casa, como o novo arcabouço fiscal. O deputado confirmou que a regra não se aplica ao texto da reforma tributária, porque é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e não de um projeto de lei. O relatório de Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), portanto, passou à frente no plenário.

Com a possível votação da reforma tributária nesta quinta-feira (5), o Carf deve ficar para sexta (7).