A diminuição da diferença para Jair Bolsonaro e, em ultima instância, o risco de uma reviravolta nas eleições fez a campanha petista tomar algumas decisões para os próximos dias.

A primeira é que o ex-presidente ficará em São Paulo durante a semana toda para recuperar a energia, a voz e, principalmente, descansar das viagens e chegar bem ao debate da TV Globo na sexta-feira. Havia uma crítica interna sobre a agenda de Lula, que chegou a viajar dois estados por dia.

A avaliação é que o programa será longo, com a auto-organização do tempo de perguntas e respostas pelo candidato, como ocorreu em alguns blocos no debate da Band. Quer-se evitar a falha anterior e treinar o ex-presidente para que consiga administrar bem seu tempo.

Lula vai, de novo, ensaiar respostas sobre corrupção, que, ao longo de toda a campanha, tem sido seu ponto fraco, sem conseguir responder a Jair Bolsonaro.

Antes da eleição, a campanha de Lula planeja divulgar algumas medidas na área econômica —não apenas em questões sociais, como o acréscimo de 150 reais por filho dos beneficiários do Auxílio Brasil ou da retomada da política de valorização do salário-mínimo.

Avalia-se ainda, porém, se será feito um documento ou uma entrevista. Mas o objetivo é divulgar questões delicadas, como possíveis alternativas para o teto de gastos e a promessa de manutenção do tripé macroeconômico.

A ordem é mandar mensagem para fora da bolha petista, para não apenas segurar os votos do primeiro turno, como conseguir novos eleitores, que antes estiveram com Simone Tebet e de Ciro Gomes.