O parecer do vice-procurador eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, que defende a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, fez o PL já considerar como certa a perda dos direitos políticos do ex-presidente. Mas isso não é empecilho para mudar os planos.

Mesmo se Bolsonaro ficar oito anos sem poder se candidatar a nenhum cargo público, o PL aposta no capital político do ex-presidente. A direção vai dar mais espaço a bolsonaristas nos diretórios estaduais e municipais, para que a voz de Bolsonaro seja amplificada de olho nas eleições de 2024 e 2026. 

Nestas segunda, por exemplo, o deputado bolsonarista Gustavo Gayer assume o diretório do PL de Goiânia.

A situação de Bolsonaro é vista como definida. Após a posição de Gonet, o relator da ação no TSE, ministro Benedito Gonçalves, vai elaborar o parecer final que será votado pelo plenário.

Uma mudança de rumo improvável, que envolveria o retardamento do julgamento e a alteração na composição do TSE, seria capaz de reverter a inelegibilidade do ex-presidente.

Bolsonaro foi acusado de cometer abuso de poder político durante a eleição de 2022, por ter promovido a reunião com embaixadores estrangeiros em que lançou dúvidas sobre o processo eleitoral.