A viagem à China programada para os dias 26 e 31 de março será usada por Lula como oportunidade para articular a formação de uma base de apoio no Congresso. Terá tempo. Só o voo para Pequim pode durar mais de 40 horas. “Impossível fugir”, diz um auxiliar do presidente.
É por isso que, além do presidente da Câmara, Arthur Lira, Lula pretender levar três deputados do PP; dois, do MDB; dois, do PSD; um, do Cidadania; um, do PSDB; um, do Podemos; um, do Patriota, além dos aliados da Rede, do PCdoB e do PT. Houve convite para parlamentares do União Brasil – e até do PL – que ainda não responderam.
A expectativa de Lula é acertar os ponteiros com parlamentares —a maioria deles líder e vice-líder de bancadas— para ter votos suficientes para aprovar suas medidas provisórias, que devem ser votadas em abril, a nova âncora fiscal e a reforma tributária.

