Parlamentares de oposição que vão atuar na CPMI do 8 de janeiro pretendem deixar de lado a fantasia de que os golpistas que participaram dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília eram infiltrados de esquerda.

A avaliação é que, como a base aliada do governo vai ter maioria no colegiado, o risco de sair da posição de acusador para a de acusado é grande.

A atuação de deputados e senadores bolsonaristas vai se concentrar em uma suposta omissão -culposa ou dolosa – de integrantes do governo federal no dia do golpe. O objetivo é ter versão para contrapor as investigações já em curso da Polícia Federal e as decisões do Supremo Tribunal Federal.

Nesta quarta-feira (10), o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, escolheu os deputados André Fernandes, autor do requerimento, Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro como titulares na comissão – Fernandes é o autor do requerimento de criação. Os suplentes serão Nikolas Ferreira, Filipe Barros e Marcos Feliciano. A informação havia sido antecipada por O Bastidor.

Dos seis nomes, a aposta da liderança do PL na Câmara é em Ramagem, que é delegado da Polícia Federal e comandou a ABIN no governo Bolsonaro. Ele será o responsável pelas questões técnicas, enquanto Fernandes e Eduardo ficarão encarregados do barulho para as redes sociais.

Ainda há dúvidas sobre a data de instalação da CPMI.