Ministro da Casa Civil e um dos coordenadores da campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, Ciro Nogueira garantiu ao presidente que o feriado de 7 de setembro vai marcar sua virada sobre Lula.

Nogueira está convicto de que “a mobilização cívica” de seus apoiadores vai transbordar para os eleitores que rejeitam – ou desconfiam do PT – e que estão dispostos a votar em Ciro Gomes ou Simone Tebet.

Para Ciro, as imagens das Forças Armadas misturadas com civis vestidos verde e amarelo vão despertar o sentimento patriótico – e, consequentemente, o apoio ao presidente.

Coach de Bolsonaro, Ciro já fez previsões antes. A virada viria em junho, depois passou para julho e agosto.

No mundo real dos números, no entanto, ainda assim seria difícil uma virada. Segundo o último Datafolha, Bolsonaro tem 32% das intenções de votos. Ciro e Tebet somam 14%. Se absolutamente todos os eleitores de Ciro e de Tebet fossem para Bolsonaro, ele iria a 46%. Lula tem 45%.

A campanha de Bolsonaro prefere acreditar que a base de apoio do presidente é maior que a apontada pelas pesquisas eleitorais. Muitos eleitores, diz Ciro Nogueira, não admitem publicamente votar em Bolsonaro, o chamado voto envergonhado. É uma versão elaborada do “datapovo” de Bolsonaro e seus filhos.

Não foi por acaso que Bolsonaro escolheu o Rio de Janeiro para fazer seu maior ato político. É no estado que o presidente construiu sua base política e eleitoral, principalmente entre os oficiais de patente mais baixa. Ele acha que, após a saída das festividades, os militares se integrarão ao ato político.