O resultado da eleição saiu há mais de três horas e Jair Bolsonaro, seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo, e a maioria de seus principais ministros ainda não se manifestaram sobre a derrota para Lula. Mas muitos bolsonaristas conhecidos já aceitaram, cada um à sua maneira, a vitória do petista.
Em tom de despedida, o ministro Fábio Faria, culpado pela pataquada sobre as inserções bolsonaristas no rádio, aceitou que Lula será o próximo presidente. Apenas agradeceu Jair Bolsonaro. A deputada federal reeleita Carla Zambelli disse que será a “maior oposição que Lula jamais imaginou ter”- isso se não houver nenhuma guia de calçada em seu caminho.
Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, defendeu (por incrível que pareça) mais “serenidade” pela “pacificação” do país. Nikolas Ferreira, deputado federal eleito por Minas Gerais, assumiu a derrota de seu presidente confirmando que será “oposição” a partir do ano que vem.
Marco Feliciano, reeleito deputado federal por São Paulo, aceitou que perdeu para Lula ao pedir ao Deus dele que “tenha misericórdia dessa nação”. Sóstenes Cavalcante, líder da bancada evangélica que evita falar do escândalo dos pastores no MEC de Bolsonaro, reconheceu a vitória petista dizendo que Lula está “de volta à cena do crime”.
Bia Kicis, reeleita deputada federal pelo Distrito Federal, tanto aceitou a derrota de Bolsonaro, que já até está usando frases da esquerda: “Mais do que nunca teremos que ser resistência”. O deputado Major Vitor Hugo, ex-líder do governo na Câmara, reconheceu a vitória de Lula se esquecendo que foi derrotado na disputa pelo governo de Goiás. Disse que “a luta não acabou” e que continuará ao lado do futuro ex-presidente.
Apesar de algumas posições, o silêncio bolsonarista impera. Nem mesmo os governadores bolsonaristas eleitos neste domingo (30) comemoraram suas vitórias, a exemplos de Tarcísio de Freitas e Jorginho Mello, vencedores em São Paulo e Santa Catarina, respectivamente. Os derrotados então, como Onyx Lorenzoni, nem se fala.

