Alvo de críticas de movimentos sociais, o governo Lula prepara uma série de anúncios direcionados à agricultura familiar e ao Movimento dos Sem-Terra.
Na quarta-feira (28), o presidente participa do lançamento do Plano Safra. O plano terá estímulos à produção comandada por mulheres, quilombolas e indígenas.
O Palácio do Planalto também estuda usar o Banco do Nordeste para financiar projetos com energia solar de pequenos agricultores. O Ministério do Desenvolvimento Agrário entregará à Casa Civil uma lista de estradas que dão acesso a assentamentos para que entrem no novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Para os próximos meses, o governo prepara ainda o anúncio de uma nova reforma agrária que vem sendo discutida.
Os gestos do Palácio do Planalto ocorrem após a gestão petista ser acusada de não atender as demandas dos movimentos sociais. Três exemplos são citados:
1) a pouca articulação do governo na instalação da CPI do MST;
2) as críticas quando o movimento invadiu terras no sul da Bahia e a sede da Embrapa em Pernambuco;
3) a não inclusão no texto prévio da reforma tributária de uma taxação diferente entre alimentos produzidos a partir da agricultura familiar dos produzidos pelo agronegócio.

