O abraço apertado de Ciro Nogueira (PP-PI) no presidente Lula durante a cerimônia de promulgação da reforma tributária durante a semana foi percebido por aliados de ambos como um sinal de portas abertas para uma aproximação futura.
Ciro é a principal voz crítica a Lula dentro do PP. Ele entende ser esse seu papel por dois motivos. O primeiro é a manutenção de sua relevância política no Piauí, já que seu adversário local, Wellington Dias, comanda um ministério bilionário (Desenvolvimento Social) e que investe em programas com impacto direto na vida das pessoas, como o Bolsa Família.
O outro motivo é que, sendo presidente do PP, ele vê no eleitorado bolsonarista e de direita uma garantia de que fará um número grande de prefeitos em 2024 e, em 2026, uma boa bancada e até o candidato a presidente da República. São negócios.
Nada disso, porém, é suficiente para fechar as portas. O PP tem ministério do governo.

