Advogados de Emanuela Medrades, funcionária da Precisa Medicamentos, tentaram na manhã desta terça-feira, 13, convencer o presidente da CPI da Pandemia, o senador Omar Aziz, a cancelar o seu depoimento, já que o Supremo Tribunal Federal a autorizou a ficar em silêncio durante a oitiva.
Chegaram a citar o empresário e lobista Max Francisco Emerson Maximiano, o Max, dono da Precisa Medicamentos, que teve sua ida à comissão suspensa e que permanece sem data desde que o STF lhe concedeu o mesmo benefício.
Aziz, atendendo seus pares, decidiu que seu depoimento está mantido nesta terça-feira. O objetivo é constrangê-la a falar diante de perguntas incômodas. O presidente da CPI afirmou que soube que Medrades se irrita facilmente e, por isso, as chances de ela responder são maiores.
A Precisa Medicamentos é a representante no Brasil da Bharat Biotech, fabricante da Covaxin. Foi a empresa que intermediou o contrato entre o Ministério da Saúde e a farmacêutica indiana para a compra de 20 milhões de doses do imunizante a um valor de 1,6 bilhão de reais.
A CPI da Pandemia já solicitou a quebra de sigilos bancários, telefônicos e telemáticos de Emanuela Madrades.

