O senador Tasso Jereissati e o deputado Aécio Neves trabalham para que o MDB, de Simone Tebet, e o União Brasil, além do Cidadania, com quem o PSDB formará uma federação, não fechem acordos com João Doria antes de julho.
A esperança deles é que Eduardo Leite se desincompatibilize do governo gaúcho até 2 de abril, permaneça na legenda e se viabilize como candidato do PSDB a presidente da República.
A trava nos acordos com Doria, na avaliação dos tucanos, pressionaria o governador de São Paulo a desistir de sua prerrogativa de disputar a Presidência da República –segundo o estatuto do PSDB, somente o vencedor das prévias pode desistir de concorrer ao cargo pretendido.
A disputa pela vaga paulista no Senado será a alternativa apresentada a João Doria pelo grupo de Jereissati e Neves.
Como mostrou o Bastidor, a leitura de tucanos gaúchos a partir de falas do governador é de que ele deve permanecer no PSDB, a despeito do interesse do PSD.

