O governo e a base aliada passam a se dedicar, nos dias que restam desta semana, à CPMI do 8 de janeiro, que volta à tona após a retirada de pauta do PL das Fake News na Câmara.
Até ontem, os nomes do PT e aliados para compor a comissão não estavam definidos. A justificativa era que os esforços estavam concentrados no projeto contra as fake News, além de uma indefinição sobre o número de vagas que os governistas terão.
Após o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), sinalizar para uma cadeira a mais à base de Lula, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), contrariado com a não votação do PL das Fake News, deu troco na oposição e desconsiderou o partido Novo na distribuição das vagas. O gesto abre espaço para a federação composta por PT, PCdoB e PV aumentar sua participação na CPMI.
Na Câmara, como mostrou o Bastidor, a disputa por uma vaga é mais acirrada do que no Senado. No primeiro caso, despontam como favoritos no PT os deputados Lindbergh Faria e Rogério Correia. Não está definido se a terceira vaga será ocupada pelo PCdoB, PV ou o próprio PT. Jandira Feghali é uma possibilidade.
Embora encontre certa resistência, o deputado André Janones (Avante) é outro cotado para a comissão. Nos últimos dias, o parlamentar intensificou as publicações nas redes sociais para se cacifar como possível integrante da comissão que será instalada neste mês.

