A AGU afirmou em ação que Jair Bolsonaro responde por agressões de seus seguranças à imprensa ser importante “reconhecer a imperiosa necessidade de preservação da liberdade de expressão” do presidente. A manifestação do AGU Bruno Bianco foi enviada ao STF no último dia 2 e os atos cometidos pela equipe presidencial ocorreram neste ano, durante viagem à Roma para o G20.
No enfrentamento, jornalistas foram derrubados e um deles teve seu celular jogado no chão. Bolsonaro se diz vítima de censura desde que assumiu a presidência, mas é ele quem costuma ser autor de ataques recorrentes à imprensa, às instituições e outras autoridades.
O capitão reformado, por exemplo, já mandou uma repórter calar a boca e seus seguranças já ameaçaram uma equipe jornalística. Também não se pode esquecer das investigações abertas pelos ex-ministros da Justiça André Mendonça – agora ministro do STF – e Sergio Moro contra jornalistas e colunistas que criticaram Bolsonaro.
No 7 de setembro, o presidente da República atacou o STF e acusou Luís Roberto Barroso de compactuar com fraudes eleitorais que nunca conseguiu provar – e é investigado por isso no TSE – e Alexandre de Moraes de perseguir seu governo. Depois culpou o “calor do momento“. E, mais recentemente, Bolsonaro mandou a Polícia Rodoviária Federal perseguir a mulher que o xingou na Via Dutra, no último sábado de novembro, para levá-la à delegacia.

