Interlocutores mais frequentes de Lula tem alertado os interessados na vaga da ministra Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal para o efeito contrário de um eventual lobby de Dias Toffoli. O petista não quer saber do ministro do STF.

Depois de anos de serviços prestados ao PT e a campanhas de Lula, Toffoli foi indicado em 2009 pelo petista ao Supremo. Durante o Mensalão, porém, a relação começou a se desgastar. E, dez anos depois, em 2019, enquanto estava preso, Lula não conseguiu se despedir do irmão morto, Vavá, porque Toffoli demorou para autorizá-lo a acompanhar o funeral. Quando a decisão saiu, o sepultamento já ocorrera.

Na semana passada, Dias Toffoli classificou a prisão do presidente em 2018 como “um dos maiores erros judiciários da história do país”, na decisão que anulou as provas obtidas com a Odebrecht pela Lava Jato. Os termos agradaram o presidente, mas não o suficiente.

A mensagem foi entendida no Palácio do Planalto como um recado ao ministro Flávio Dino (Justiça), de quem Toffoli é amigo de longa data.