Apesar de ver seu adversário político ser reeleito na capital Macapá, o senador Davi Alcolumbre, do União Brasil, terá o maior número de prefeitos do Amapá como seus aliados.
Ao todo, Alcolumbre elegeu os prefeitos de 10 dos 16 municípios do Amapá. Fez campanha ativa em 13 deles, ao lado do governador Clécio Luís (Solidariedade), do ministro Waldez Goes (PDT) e do também senador Randolfe Rodrigues (PT). Dos 10 eleitos, nove são do partido de Alcolumbre, o União Brasil.
São eles: Ary Duarte em Vitória do Jari (União Brasil), Kelly Lobato (União Brasil) no município de Amapá, Marcelo Pantoja (União Brasil) em Pedra Branca do Amapari, Jaisom Picanco (União Brasil) em Itaúbal, Alessandro Brazão (União Brasil) em Ferreira Gomes, Chico Nó (União Brasil) em Mazagão, Bruno Mineiro (União Brasil) em Tartarugalzinho, Teddy (União Brasil) em Laranjal do Jari, Bala Rocha (PP) em Santana e Junior Leite (União Brasil) em Pracuúba.
Os resultados são mais uma demonstração de força do parlamentar favorito a assumir a presidência do Senado em 2025 e que tem sob seu domínio, desde que comandou a casa o governo Bolsonaro, a chave da distribuição de boa parte das emendas parlamentares pelo orçamento secreto.
Todas as cidades onde Alcolumbre venceu receberam nos últimos anos vultosos recursos de emendas, as chamadas pix ou as do orçamento secreto. Todas lideradas por Alcolumbre. Só de emendas pix foram mais de 88 milhões de reais.
Parte desses recursos abasteceram o programa Mais Visão, que oferece gratuitamente atendimento oftalmológico no Amapá. A iniciativa foi coordenada por um empresário cujo jatinho é usado com frequência por Alcolumbre, como revelou o Bastidor em julho.
Os candidatos do senador perderam em Cutias do Araguari, Calçoene e Porto Grande. As cidades de Oiapoque, Serra do Navio, além de Macapá, onde foi eleito Dr. Furlan, do MDB, não tiveram candidatos apoiados pelo diretamente por Alcolumbre.

