A provável definição de Omar Aziz (PSD-AM) para a relatoria do arcabouço fiscal no Senado não fugiu do script desejado pela articulação governista. Era esperado um nome experiente e com bom trânsito com o governo.
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) reivindicava o trabalho, mas foi bombardeado discretamente pela articulação. A avaliação era de que o presidente da Comissão de Constituição e Justiça quer muito e já tem muito poder —ele, sozinho, tem um nome na Esplanada dos Ministérios, o ministro Waldez Góes (Desenvolvimento Regional) e partilha com a Câmara o apadrinhamento de Juscelino Filho (Comunicações). Alcolumbre, então, foi rejeitado.
O movimento, porém, precisou ser discreto por receio de retaliação. Ninguém esquece da geladeira que Alcolumbre deu ao indicado de Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal, o agora ministro André Mendonça. O governo não quer que o futuro indicado de Lula (aqui e aqui) passe pelo mesmo.
Outros senadores avaliados eram Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA).
O governo conta com a aprovação do arcabouço no Senado ainda na primeira quinzena de junho.

