O ex-presidente Lula pretende reeditar sua política internacional caso retorne à Presidência da República. Como informou o Bastidor, ele pretende fortalecer a relação de seu governo com o de Vladimir Putin, da Rússia – mas não só.

A exemplo do que tentou com Putin, Lula quis, em vão, se encontrar com Xi Jinping ao longo de 2021. Ele tem dito que ainda pretende ir à China, mas ninguém no PT acredita que conseguirá.

O partido do ex-presidente compreende que dificilmente alguém irá encontrá-lo em ano eleitoral com o risco de melindrar o presidente Jair Bolsonaro. Sabe que tanto o presidente chinês quanto o presidente russo vão esperar o resultado das urnas.

Além de China e Rússia, Lula pretende se aproximar de Índia e África do Sul, países que compõem os Brics. Espera reestabelecer a proximidade com a vizinha Venezuela e com Cuba.

Desde que Lula deixou o Planalto, em 2010, esses aliados, talvez com a exceção de Cuba, endureceram seus regimes autoritários. Putin virou um czar contemporâneo. A China tornou-se um estado totalitário; Xi Jinping consolidou-se como o homem forte de um Partido Comunista Chinês cada vez mais liberticida e chauvinista. A Venezuela de Maduro dispensa comentários.

O petista também tentará se aproximar de Joe Biden. Lula, afirmam os petistas, pretende manter uma aliança estratégica com os americanos, mas afirmando a soberania e a independência do Brasil.

O ex-presidente vê nos atritos entre Estados Unidos, Rússia e China um meio de o Brasil reconquistar relevância internacional.