Depois do vazamento do aceite do ainda suplente de senador Alexandre Silveira para ser líder do governo no Senado, ele publicou nas suas redes sociais um comunicado para ganhar tempo e acalmar parte da base do PSD, seu partido.
Integrantes da própria bancada do partido rejeitaram fortemente a ideia de ter um de seus membros como líder do governo.
Silveira escreveu que não pode “considerar a avaliação da proposta no momento” porque precisa tomar posse do mandato em substituição a Antonio Anastasia, o que só ocorrerá depois do dia 2 de fevereiro.
Ele evita dizer se aceitou o convite, embora tenha conversado com o presidente Jair Bolsonaro em três ocasiões. Ontem, 19, também falou com Bolsonaro a respeito do convite. Pessoas próximas ao futuro senador contam que a articulação para a liderança já estava firmada desde novembro. Mas era segredo – ou deveria ser.
Alexandre Silveira chegou a perguntar ao presidente do senado, Rodrigo Pacheco, pré-candidato a presidente da República, se haveria constrangimento com o cargo. E, de acordo com integrantes do governo, Silveira aceitou o convite.
Parte do PSD rejeitou a ideia. O próprio Pacheco disse a interlocutores que ficou desconfortável com a forma como Silveira o abordou sobre o convite.
O senador Otto Alencar foi um dos que não gostaram da ideia. Outro que demonstrou incômodo foi Omar Aziz. Ele é contra a aproximação da legenda com Bolsonaro.
Mesmo em Minas Gerais, onde é presidente, houve resistência. O prefeito Alexandre Kalil, que pretende disputar o governo mineiro, quer o apoio de Lula. E não quer Silveira ganhando força política tão rapidamente.
Diante da resistência do partido, Silveira resolveu dar um passo atrás para tentar convencer o partido de que será bom para a legenda ter uma liderança.

