O governo Lula considera que conseguiu reverter o cenário que era desfavorável na composição da CPMI do 8 de janeiro. Na quinta-feira (18), partidos da base aliada no Senado indicaram os nomes que vão participar da comissão.
Apesar da ausência de Renan Calheiros (MDB-AL), que era um dos preferidos da articulação política de Lula, os aliados escalaram Omar Aziz (PSD-AM), Otto Alencar (PSD-BA) e Randolfe Rodrigues (sem partido-AP). O Bastidor havia antecipado que eles eram os favoritos após se destacarem na CPI da Covid em 2021. Também participarão Eliziane Gama (PSD-MA), Fabiano Contaratto (PT-ES) e Rogério Carvalho (PT-ES).
A CPMI que pretende investigar os atos de vandalismo na sede dos Três Poderes foi protocolada pelo deputado André Fernandes (PL-CE) e contou com o apoio dos bolsonaristas da Câmara e do Senado.
Sem conseguir impedir a sua instalação, o governo Lula temia que as narrativas da oposição, que tratam da responsabilidade da gestão petista no dia dos ataques, se sobrepusessem às investigações da Polícia Federal.
A oposição, como mostrou O Bastidor (aqui e aqui), tem duas linhas de investigação que devem ser exploradas: a omissão (culposa ou dolosa) dos integrantes do governo Lula e a possibilidade de ter infiltrados de esquerda entre os bolsonaristas que promoveram o ato.
Com a maioria governista consolidada, a CPMI começará os trabalhos na próxima semana com a escolha do presidente e do relator. Por ora, os favoritos são Arthur Maia (União Brasil-BA) e Eduardo Braga (MDB-AM), respectivamente.

