O senador Rodrigo Pacheco tem sido orientado por seus aliados a não trocar de partido nem a anunciar sua disposição de disputar a Presidência da República ainda em 2021.

Na avaliação de aliados do presidente do Senado, ao se lançar pré-candidato, Pacheco se tornaria alvo de adversários e poderia atrapalhar sua atuação à frente do Senado.

Como o Bastidor informou, o presidente da Câmara, Arthur Lira, tem dito a interlocutores, ao presidente Jair Bolsonaro, inclusive, que Pacheco tem se pautado no interesse da disputa presidencial do ano que vem.

O anúncio de sua pré-candidatura, de acordo com esses conselheiros, daria argumento para seu enfraquecimento político.

Kassab havia convencido Rodrigo Pacheco a anunciar a troca de legenda, do DEM para o PSD, neste último trimestre do ano, para se tornar conhecido do grande público, mas a fusão de DEM e PSL muda o cenário político.

Conselheiros do senador defendem que aparecer como pacificador no papel de presidente do Senado, segurando “os arroubos da Câmara e do governo”, conta mais do que começar a ter cada ação questionada por interesse eleitoral.

Pacheco tem até abril do ano que vem para trocar de partido.