A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 22, reforçou a estratégia da campanha de Jair Bolsonaro de tentar aumentar a rejeição de Lula. No debate a ser transmitido por SBT e CNN Brasil neste sábado, 24, Bolsonaro não apenas vai chamar Lula de corrupto, como lembrará dos que estão com ele novamente.

Bolsonaro citará o ex-deputado Geddel Vieira Lima, que apoia Lula na Bahia. Lembrará das malas de dinheiro com R$ 51 milhões encontradas pela Polícia Federal no apartamento de Geddel em Salvador. Mas não só.

Bolsonaro lembrará do ex-governador Sergio Cabral e dos Picciani, que dominavam o MDB do Rio de Janeiro, e também declararam apoio a Lula. Todos implicados na Lava Jato. Sobrará também para o senador Renan Calheiros, num gesto a Arthur Lira, inimigo político do senador em Alagoas.

Segundo integrantes da campanha de Bolsonaro, se o presidente não conseguir lembrar dos personagens durante o debate, eles serão levados aos programas de TV nestes últimos dias antes da eleição. A ideia é formar um jogral que una entrevistas, conversas com eleitores e debate na TV.

A meta é aumentar a rejeição de Lula, que, segundo a última pesquisa Datafolha, está em 39%. Bolsonaro é rejeitado por 52%. Ele variou positivamente 1% em uma semana.