Ninguém sabe se vai convencê-lo, mas aliados do presidente Jair Bolsonaro o aconselharam a adotar a postura de defensor de vacinas contra a covid-19 mesmo se ele quiser continuar criticando a “vacina do Dória”.
A ideia desses conselheiros é a de Bolsonaro fazer propaganda das vacinas desenvolvidas pelos laboratórios Pfizer, Janssen e AstraZeneca porque, apesar dos atrasos em relação à Coronavac produzida em São Paulo pelo Instituto Butantan, esses imunizantes podem alcançar a maior parte da população.
Bolsonaro ignorou inúmeras ofertas da Pfizer no ano passado, mas, agora, quer que o laboratório americano antecipe as entregas de vacina ao Brasil.
Até agora, Bolsonaro tem procurado desacreditar a Coronavac porque enxerga nessa vacina uma vantagem do governador de São Paulo se ele for confirmado como candidato do PSDB nas eleições do ano que vem.
Ontem, terça-feira 15 de maio, o presidente mentiu ao afirmar em entrevista a uma TV de Rondônia que a Coronavac não tem comprovação científica. Sem apresentar dados, disse que muitos vacinados não desenvolveram a imunidade esperada. Bolsonaro vai citar os exemplos do Chile e do Uruguai que usaram a Coronavac e voltaram a ter aumento de contaminados e internações.

