As Lojas Americanas constam em uma lista que circula em grupos bolsonaristas, pedindo que os “patriotas”, como eles se autointitulam, devem evitar. A companhia, que entrou com um pedido de recuperação judicial, precisa dar um jeito de continuar operando, para evitar a falência.
Além das Americanas, a lista tem outras duas marcas do mesmo grupo: Submarino e Shoptime. O rol de empresas “comunistas” tem ainda o Magazine Luiza, cuja dona é apontada há anos como apoiadora do PT, a Natura, as empresas e marcas do grupo JBS, entre outras.
Empresas de mídia também fazem parte da lista que está sendo distribuída. As revistas Veja e IstoÉ, a Folha de S. Paulo e o Uol estão entre as publicações que devem ser evitadas pelos bolsonaristas.
Essa não é a primeira lista que surge na internet pedindo que pessoas deixem de consumir produtos e serviços de alguma marca cujos donos têm algum posicionamento político divergente. Na esquerda, listas semelhantes já circularam em outros tempos, pedindo o boicote das lojas Havan e Riachuelo, dos restaurantes Madero e Coco Bambu, entre outros.
Ocorre que, no caso das Americanas, um boicote, mesmo que parcial, pode ser bastante prejudicial à empresa, que declarou à Justiça ter R$ 43 bilhões em dívidas. Para seguir funcionando, será preciso garantir que a empresa mantenha as vendas e o caixa circulando minimamente.

