Um documento com metadados de um computador registrado por Deltan Dallagnol foi apresentado ontem pela defesa de Lula ao STF. Na petição a qual o Bastidor teve acesso, os advogados do petista dizem que essa é uma prova de que as mensagens foram, de fato, trocadas por procuradores que atuaram na Lava Jato no Paraná e pelo ex-juiz federal Sergio Moro.

O documento citado pela defesa de Lula foi uma nota à imprensa elaborada por Dallagnol e revisada pelos outros procuradores. A ideia deles era enviar um texto conjunto com AGU e CGU sobre uma reunião tripartite realizada em fevereiro de 2019.

A lista de presentes incluiu os nomes de André Mendonça, então AGU e hoje candidato ao STF, e o ministro Wagner Rosário, da CGU. A nota à imprensa resumia que o encontro foi realizado para afinar os ponteiros sobre as estratégias de combate à corrupção. 

Mas entre as pendências listadas por Dallagnol no diálogo está uma reunião a ser marcada com o então chanceler Ernesto Araújo e um diplomata não identificado. Araújo e esse funcionário público, segundo Deltan, “falarão diretamente na reunião com Bolsonaro sobre caso do Lula na ONU”.