Os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária devem negar hoje (segunda) pedido de importação da vacina Sputnik feito por estados. A União Química, empresa que vende o imunizante russo no Brasil, não enviou dados mínimos à Anvisa.
Sem a documentação, os técnicos da agência, por definição, não têm sequer como analisar o pedido. Desde março, a Anvisa concede seguidamente mais tempo para que a União Química e o governo russo forneçam as informações.
Uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, porém, obrigou a Anvisa a se pronunciar até o fim dessa semana. Diante disso, os diretores da agência precisarão tomar uma decisão na sessão de hoje. Devem seguir as orientações das áreas técnicas.
A dificuldade encontrada pela Anvisa com a Sputnik é a mesma da OMS e da agência europeia de medicamentos. Os russos, em síntese, não entregam dados que permitam verificar a segurança, a eficácia e a qualidade da vacina. O impasse dura meses. Até o momento, nenhuma agência sanitária de referência teve acesso a dados que permitam avaliar o imunizante.

