O governo vai se sentar com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra nesta quinta-feira (16) com péssimas notícias. Falta dinheiro para a compra de terras – portanto, para ampliar o assentamento dos trabalhadores – e falta capacidade para segurar uma eventual CPI para investigar o movimento.

A verba no Incra destinada para comprar de terras não chega aos 2,5 milhões de reais. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, dirá que, neste ano, não haverá muito o que fazer. Uma possibilidade será usar as terras entregues como pagamento por devedores da União. Teixeira pedirá paciência.

Há também o recolhimento de assinaturas em estágio avançado para a instalação de uma CPI para investigar o MST. O ministério vai trabalhar contra a instalação na Câmara. Mas Teixeira dirá que não sabe se será possível cumprir a promessa.

Além da incapacidade de articulação para segurar a CPI, fontes do governo admitem que entre a CPI do MST e a dos atos golpistas de 8 de janeiro, prefere-se uma investigação do MST.

A avaliação é que a CPI dos atos golpistas tem potencial para dar mais dor de cabeça ao governo e paralisar a Câmara num embate que daria palco aos bolsonaristas.