A aliados, Jair Bolsonaro riu do gesto do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o procurou, como adiantado pelo Globo, para um eventual apoio à sua recondução ao comando do Senado em 2025, na sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Bolsonaro disse que avaliaria, mas que as chances de isso ocorrer são baixas. Primeiro, descreveu a um interlocutor, seus apoiadores no Senado vão preferir Rogério Marinho (PL-RN) ou Tereza Cristina (PP-MS). Segundo, seguiu, não confia em Alcolumbre.
Para Bolsonaro, Alcolumbre é errático e só se move “por seus interesses” —os dois convieram durante algum tempo.
Segundo Bolsonaro, Alcolumbre está com dificuldades no Senado para se firmar como o principal candidato a substituir Pacheco. Alguns senadores não gostaram de sua gestão na presidência.
Neste momento, Davi Alcolumbre não tem o compromisso nem do União Brasil, partido a que é filiado, para a sua candidatura à presidência do Senado. Também não conseguiu o apoio do PSD, de Pacheco, menos ainda do MDB, que tem Renan Calheiros como pré-candidato —embora ele também não tenha integralmente o apoio de sua bancada.
A ordem é aproveitar a disposição de Alcolumbre de brigar com o Supremo Tribunal Federal. E só.

