Há um interesse especial na tentativa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de convocar os deputados para a votação de projetos importantes ao governo, como o Desenrola Brasil, a taxação das apostas esportivas e a limitação do rotativo do cartão de crédito.

Além das medidas populares, há uma boa vontade na taxação das apostas esportivas, com a garantia de que parte da arrecadação das bets e dos apostadores vá para o Ministério do Esporte.

O avanço da proposta ganhou ainda mais força depois que Lula, durante sua visita ao Piauí, afirmou que o Ministério de Desenvolvimento Social, do petista Wellington Dias, não seria dividido para atender ao centrão. Ele ficou sabendo que a pressão, como informou o Bastidor, tinha o objetivo de enfraquecer politicamente o correligionário.

O Esporte turbinado atende ao PP. A alíquota de 18% que a ser cobrada das empresas de apostas será dividida assim: 10% para a seguridade social; 0,82% para a educação básica; 2,55% para o Fundo Nacional de Segurança Pública; 1,63% para os clubes e atletas atrelados às apostas; e 3% para o Ministério dos Esportes.

Dos ganhadores, será cobrado 30% do valor do prêmio. Nesses casos, o imposto será dividido entre segurança social e Esporte. É muito dinheiro que o PP, especialmente Arthur Lira e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do partido, está de olho.