Os nomes para substituir Ricardo Lewandowski, em julho do ano que vem, e Rosa Weber, em outubro, também de 2023, no Supremo Tribunal Federal circulam no PT, que disputa as duas indicações.
Os nomes óbvios citados dentro do partido são os de Cristiano Zanin, advogado de Lula e de sua confiança, e Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, e membro da banca eleitoral da campanha petista.
Zanin seria da cota pessoal de Lula. Genro de um amigo de longa data do petista, o advogado Roberto Teixeira, ele é cotadíssimo internamente. Até há petista que acha que a indicação seria muito pessoal para o Supremo e poderia suscitar críticas ao governo, mas ninguém quer se opor ao homem tido pelo presidente eleito como responsável por sua soltura e reabilitação política.
Já Eugênio Aragão, defendido por Gleisi Hoffmann, é rejeitado por boa parte da legenda. O grupo que não o quer prefere uma indicação mais jovem, do grupo Prerrogativas, que atuou na defesa de Lula para o seu retorno à política e na aproximação do petista a grupos de centro e centro-direita.
Os nomes mais citados do Prerrogativas são Marco Aurélio de Carvalho e Pierpaolo Bottini. Há ainda a pressão para a escolha de alguma outra mulher ou negro, como o advogado Silvio Almeida.

