Durante o encontro de Lula com líderes do Senado essa semana, o senador Davi Alcolumbre (União-AP) matou no peito e garantiu ao presidente a aprovação da reforma tributária. Atribuiu a si a responsabilidade por articular os votos para se aprovar a PEC.

Disse que entregaria todos os votos do PSD, a maior bancada do Senado, e do União Brasil, seu partido. Ele só não garantiu o voto de Sergio Moro (PR). Ao seu lado, estava o líder do PSD, Otto Alencar (BA), que nada disse.

Na votação desta quarta (8), o PSD entregou 13 votos dos 15 possíveis. Não votaram o senador Irajá (TO), que não estava presente, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que conduzia a sessão. Já o União Brasil só não entregou o voto de Moro, que ficou contra a reforma no plenário e na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Ainda no encontro com Lula, Alcolumbre garantiu não deixar a oposição manobrar para atrasar a votação na CCJ, presidida por ele. Efetivamente na terça (7) o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, tentou adiar a votação da PEC, mas foi atropelado por Alcolumbre.

A interlocutores no governo, ele deu uma piscadela, lembrando que quer voltar ao comando do Senado em 2025. Mas, diz um auxiliar de Lula, não será o único preço.