Augusto Aras não pode mais jogar parado. Os inúmeros bloqueios em estradas pelo Brasil estão fazendo com que o Ministérios Público Federal se volte contra seu procurador-geral da República. Os integrantes da instituição cobram publicamente uma atitude de Aras.
O PGR foi cobrado mais cedo por subprocuradores da República a trabalhar em uma carta pública. Eles argumentaram que “esse estado de coisas inconstitucional não pode ter como resposta o silêncio e a inação”.
Uma segunda carta, organizada por procuradores, faz cobranças semelhantes em relação às omissões de Aras. O documento já tem quase 200 adesões.
O grupo pede o básico: que o procurador-geral da República “não apenas atue na coordenação do Ministério Público, para desmobilizar esse cenário de insurreição, como também requisite a instauração de inquérito policial” para apurar a participação – mesmo que por omissão – de autoridades na balbúrdia bolsonarista.
Devido às críticas, Aras convocou uma reunião em pleno recesso do MPF – por conta do dia do servidor público – para discutir a situação no Brasil. Fontes da PGR ouvidas pelo Bastidor afirmaram que o encontro servirá para o PGR saber o que tem sido feito pelo MPF na 1ª instância.
Não há previsão de apresentação de plano integrado. E o que foi feito até agora pelo MPF nos estados são pedidos de desobstrução de estradas à Justiça.
Um dos procuradores ouvidos também alertou que podem sobrar “caneladas” para os coordenadores das unidades instaladas nos estados, pois não aguardaram uma ação ou autorização de Aras para cumprirem com seus deveres.
Leia a carta dos procuradores a Augusto Aras:

