O Planalto avalia – neste momento – duas estratégias distintas para conter o avanço de Baleia Rossi, que conquista espaço entre as bancadas do PT, da oposição e do MDB. (Pode parecer estranho, mas Baleia, mesmo sendo do MDB, não tem apoio irrestrito em seu partido.)
A primeira estratégia, defendida por Luiz Eduardo Ramos, é aparentemente cautelosa. Prevê renegociar cargos e emendas já prometidos a deputados e a bancadas em caso de êxito de Arthur Lira. Os militares avaliam que deputados estão descumprindo a palavra empenhada e precisam ser advertidos das consequências.
Os principais líderes do centrão, com Lira à frente, acreditam que essa estratégia serviria apenas para causar, digamos, insegurança política, facilitando o avanço de Maia e Baleia entre deputados que, avaliam, estão fechados hoje com a candidatura do Planalto, embora digam o contrário publicamente.
O curso de ação alternativo, defendido por Ciro Nogueira e Lira, entre outros, é mais agressivo. Envolve ameaçar retirar imediatamente cargos já ocupados por indicados do MDB, entre outros partidos que apoiam Baleia. E oferecer os mesmos cargos aos indecisos, se preciso.
Hoje, por exemplo, o MDB do Senado mantém cargos na área de energia. A ideia é forçar os senadores do partido a trabalhar para o governo – e contra, portanto, a candidatura de Baleia na Câmara.

