A fome, a inflação, a crise institucional entre os poderes, o escândalo de corrupção no MEC e a proximidade da corrida eleitoral são insuficientes para mobilizar os deputados federais em busca de solução para esses problemas. Para eles, as prioridades são outras. Hoje, aprovaram regime de urgência para analisar dois projetos: um sobre o texto bíblico e outro sobre a sinalização de prioridades em estabelecimentos comerciais.
O primeiro projeto é de autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA). O parlamentar quer que seja proibida a edição de qualquer trecho da Bíblia. Com isso, se futuras pesquisas históricas encontrarem novos livros ou traduções que venham a mudar o sentido atualmente pregado nas igrejas, os fiéis brasileiros jamais poderão saber.
O outro projeto que vai andar mais rapidamente é da deputada Clarissa Garotinho (União-RJ). A filha dos ex-governadores do Rio de Janeiro quer que os estabelecimentos abertos ao público sejam obrigados a colocar a identificação do espectro autista nas sinalizações sobre filas prioritárias. Isso inclui tanto espaços privados, quanto públicos, como pontos de ônibus e repartições. Enfim, um gasto pouco necessário.

