Diplomatas da cúpula do Itamaraty ouvidos sob reserva pelo Bastidor atribuem as falas desastrosas de Lula na Etiópia à influência de Celso Amorim.
O assessor especial de Lula, dizem esses diplomatas, sabe estimular o ego do presidente e vende ilusões de grandeza a ele, ao arrepio das realidades geopolíticas e da relevância do Brasil nelas. É o caso da guerra entre Israel e Hamas.
Embora não seja uma dinâmica nova nas gestões de Lula, a proximidade de Amorim com o Irã, principal adversário de Israel, intriga e incomoda os diplomatas brasileiros. O regime dos aitolás xiitas financia e apoia organizações terroristas no Oriente Médio, a exemplo do Hamas.
Os diplomatas não acreditam que seja possível mudar o modo de agir de Lula ou de Amorim.

