Três dos tribunais que sofreram sérios ataques hacker nos últimos meses não responderam a requerimento de informações do deputado Filipe Barros, do PSL, para esclarecer os incidentes. Supremo, TSE e CNJ ignoram, desde abril, os requerimentos. Apenas o STJ, alvo da mais grave invasão digital da história do país, respondeu. (A Polícia Federal ainda investiga esse ataque.)

Os tribunais, como os demais órgãos públicos, são obrigados por lei a responder em até 30 dias a requerimentos de informação de parlamentares. Na prática, porém, poucos órgãos respeitam esse prazo – sobretudo no Judiciário.

A depender das respostas, o objetivo político do deputado é apontar fragilidades no ambiente digital das urnas eletrônicas, assunto caro ao bolsonarismo. (Embora o nível de segurança das urnas seja discutido intensamente entre especialistas sérios, o tópico foi capturado politicamente.)