Além da disputa entre a base aliada e a oposição na CPMI do 8 de janeiro sobre quem é o maior responsável pelos atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, um novo confronto opõe deputados e senadores na comissão: a frequência das sessões.

A princípio, o colegiado se reuniria todas as quintas-feiras, às 9 horas, no Senado. No entanto, o presidente da CPMI, Arthur Maia (União Brasil-BA), quer aumentar o número de reuniões para ao menos duas por semana.

O desejo do deputado, no entanto, encontra resistência entre parlamentares que ficaram satisfeitos com as sessões às quintas, pois seriam o último compromisso da semana antes de voltarem para suas bases eleitorais.

A liderança do governo considera que aumentar as reuniões na semana pode ser positivo para a oposição, que teria um palco maior para difundir as teorias que acusam o Palácio do Planalto de omissão. Os adversários defendem maior exposição.

O Bastidor já mostrou que a CPMI do 8 de janeiro é tratada pela maioria dos senadores como perda de tempo. Na Câmara, ao contrário, é vista até por governistas como uma oportunidade de aparecer, gerar cortes para as redes sociais e se viabilizar para as eleições municipais do ano que vem.

Na quinta-feira (1), a relatora da comissão, Eliziane Gama (PSD-MA), apresenta o plano de trabalho com sugestão de sessões na semana. Até esta segunda (29), os parlamentares já apresentaram 461 requerimentos com pedidos de convocação e quebra de sigilos. O número é usado por Maia para aumentar a frequência dos encontros.