A própria presidente do PT, Gleisi Hoffmann, será titular na CPI do MST, um sinal do empenho que o partido na questão. Simpáticos ao movimento, PT e o PSOL anunciaram nesta quarta os nomes que vão fazer parte da comissão.

Além de Gleisi, os petistas na comissão serão Padre João (MG), Nilto Tatto (SP), Valmir Assunção (BA), Paulão (AL), João Daniel (SE), Marcon (RS) e Camila Jara (MS). O PSOL optou por Sâmia Bomfim (SP) e Talíria Petrone (RJ).

Deputados de esquerda se reuniram com líderes do MST e discutiram duas possibilidades para impedir a instalação do colegiado: não fazer as indicações ou recorrer ao Supremo Tribunal Federal.

O movimento argumenta que o requerimento para abertura da CPI não apresenta um fato determinado para ser investigado e que a oposição tem o objetivo de criminalizar o MST.

O anúncio do PT veio após acordo na reunião de líderes na Câmara. PT e PSOL desistiram de postergar as indicações à CPI para evitar represálias da bancada ruralista em outras matérias de interesse do governo. Os petistas preferiram não colocar a votação do arcabouço fiscal em risco.

A bancada do PT tenta evitar, mas já está acertado que o presidente da comissão e o relator serão, respectivamente, coronel Zucco (Republicanos) e Ricardo Salles (PL), como adiantou o Bastidor. Ao todo, serão 54 membros entre titulares e suplentes. A base aliada mais fiel ao governo terá menos de 20 cadeiras.

Integrantes do MST avaliam que o Palácio do Planalto demorou a entrar em campo para implodir a instalação da CPI. A prioridade, naquele momento, era a CPMI do 8 de janeiro.