Segundo o Ministério Público Federal, a Justiça já realizou cerca de 800 audiências de custódia com as pessoas detidas por suspeita de terem participado dos atos golpistas em Brasília, no dia 8 de janeiro. Até o momento, todas as prisões foram mantidas.
As audiências de custódia são realizadas para conferir as condições em que a prisão aconteceu. Como o inquérito que as investiga é do Supremo Tribunal Federal, caberia ao relator do caso, Alexandre de Moraes, conduzir os procedimentos, com o auxílio da equipe de juízes do gabinete dele. Todavia, dado o número de pessoas presas, ele acabou delegando parte dos procedimentos à Justiça Federal de Brasília.
Na última semana, mais de 100 promotores e procuradores do MPF, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) têm acompanhado os procedimentos. Em todos, eles afirmam que vão se manifestar sobre as prisões em momento oportuno, já que as condutas de cada detido devem ser analisadas individualmente.
A expectativa do MPF é de que todas as audiências se encerrem nesta semana. Isso não significa, porém, que os detentos serão liberados ao fim dos procedimentos, tampouco que as eventuais denúncias serão prontamente encaminhadas à Justiça. Essa é apenas a primeira parte de um longo calvário ao qual os golpistas serão submetidos nos próximos anos.

