A decisão do deputado Arthur Maia (União Brasil-BA), presidente da CPMI do 8 de Janeiro, de não quebrar o sigilo de Jair Bolsonaro, nem incluir o caso das joias nas investigações no escopo da comissão, passa por um acordo com Arthur Lira (PP-AL), segundo interlocutores dos deputados.

A escolha de Arthur Maia para a função ocorreu depois de longa negociação de Lira com o governo e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Segundo aliados dos deputados, desde a primeira conversa para o cargo Lira o orientou a não permitir a contaminação das Forças Armadas como instituição, com a eventual ação de militares na tentativa de golpe de estado. Nesta quarta (23), Maia tomou café da manhã com o comandante do Exército, o general Tomás Ribeiro Paiva.

Lira também o orientou a ser parcimonioso e prudente sobre os avanços das investigações contra Jair Bolsonaro, principalmente, diz um aliado do deputado, no que diz respeito a “medidas invasivas”.

O temor era de que a CPMI servisse para permitir o acesso a dados sigilos do ex-presidente e de seus familiares, com vazamentos, e alimentasse outras investigações que não são objeto da comissão.