Em reunião da cúpula do Exército realizada ontem, domingo 23 de maio, quatro generais chegaram a defender a prisão de Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, porque ele participou de manifestação com o presidente Jair Bolsonaro no Rio. O regimento militar proíbe militar da ativa em atos políticos.
Venceu o argumento de que a prisão poderia ser interpretada como ato contra Bolsonaro que é o comandante-em-chefe das Forças Armadas. Por outro lado, há a preocupação dos generais com a mensagem negativa que a atitude de Pazuello passou à corporação. Além de ele ter participado de ato político, estava sem máscara, o que é desrespeito às normas sanitárias do município em plena pandemia.
O vice-presidente Hamilton Mourão disse que Pazuello e o comandante do Exército, general Paulo Sergio Nogueira, conversaram e que o ex-ministro da Saúde mostrou-se disposto a encerrar sua carreira de militar da ativa.

