Assessores de Jair Bolsonaro admitiram que o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, dado ontem aos senadores da CPI da Pandemia, foi péssimo para a imagem do presidente e acreditam que o mesmo efeito vai ocorrer hoje, quarta-feira 5 de maio, com as declarações de Nelson Teich.

Teich substituiu Mandetta, mas desistiu de ser ministro da Saúde em menos de um mês. Disse em sua entrevista coletiva de despedida que “a vida é feita de escolhas” e que escolhera sair. Ele era pressionado pelo presidente para defender o uso da cloroquina como tratamento precoce apesar de não haver comprovação científica.

Os auxiliares do presidente torcem para que o depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, seja positivo. Ele vai comparecer à audiência marcada para amanhã, quinta-feira 6 de maio.

Queiroga foi orientado a ressaltar os esforços para a aquisição de vacinas, mas que há dificuldade em muitos países para a importação do imunizante. Ele também vai dizer que sempre defendeu o distanciamento social e o uso de máscara. Se for confrontado com o desprezo de Bolsonaro pelas recomendações dos especialistas desde o início da pandemia, dirá que não pode falar sobre as gestões anteriores e que é apoiado pelo chefe.