Ninguém no governo duvida que serão aprovadas as medidas provisórias que garantem o aumento do salário-mínimo para 1.320 reais, a que reajusta o salário dos servidores públicos e a que corrige a tabela do imposto de renda.

Mas na própria base governista existe a crítica, alinhada à do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que elas só demoraram para ir à votação — estão no limite do prazo— por problemas na articulação política. Cita-se também a demora da aprovação do arcabouço fiscal.

Um deputado petista lembra o fato de Lira ter solicitado a Lula no último encontro, que o ministro Fernando Haddad (Fazenda) seja o principal interlocutor com o governo nas reformas tributária, que deve voltar à Câmara, e administrativa.

O presidente da Câmara quer tocar a reforma administrativa, mesmo sabendo que ideologicamente o governo é contra. Para petistas da Câmara é melhor o governo trabalhar para “minimizar os danos”.

A pressão sempre é sobre a articulação política. O Bastidor já informou mais de uma vez que é parte da estratégia de Lira substituir Alexandre Padilha (Relações Institucionais) pelo líder do governo, o deputado José Guimarães (PT-CE).