Relator do arcabouço fiscal, o senador Omar Aziz (PSD-AM) incluiu no texto um item acordado com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sem aviso prévio ao Palácio do Planalto. Senadores da base relataram surpresa com a inclusão. Como outros dois pontos foram alterados, a nova regra fiscal terá de passar por nova votação na Câmara.
Aziz alterou a lista de itens que ficam fora do teto de gastos. Estarão livres da limitação o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), o Fundo Constitucional do Distrito Federal e despesas com tecnologia, ciência e inovação. Este último ponto foi acertado entre Aziz e Lira.
O governo Lula trabalhava para que a nova regra fiscal fosse aprovada nesta quarta-feira (21) no Senado e estivesse pronta para o presidente Lula sancionar na volta da viagem à Europa. Deu errado.
O texto passará na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário do Senado ainda amanhã. Como o texto terá de voltar à Câmara, pois foi alterado, e na semana que vem o Congresso estará vazio devido às festas juninas, a matéria só deve estar pronta em julho.

