Na condução da CPI da Pandemia, o presidente Omar Aziz faz e fez declarações duras contra a desinformação em meio à crise sanitária da Covid-19, mas nos bastidores trabalhou para a retirada do nome de Silas Malafaia do relatório de Renan Calheiros.

No texto, o relator escreveu que Malafaia, “de forma mal intencionada e visando interesses próprios e escusos”, provocou grande “confusão na população, levando as pessoas a adotarem comportamentos inadequados para o combate à pandemia de Covid-19”.

Calheiros propôs, na versão anterior à reunião do grupo majoritário da noite desta terça-feira, 19 de outubro, que Malafaia, citado em meio a outros nomes propagadores de fake news, fosse indiciado pelo artigo 286 do Código Penal, que pune a incitação ao crime.

Embora negue publicamente que tenha solicitado a Renan Calheiros que retirasse qualquer coisa de seu relatório, membros da comissão afirmam que Aziz defendeu a retirada de Malafaia, alegando que os senadores seriam acusados de intolerância religiosa durante as eleições do ano que vem. Foi atendido.

Também Aziz foi o que mais bateu no indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por homicídio e genocídio. Renan Calheiros desistiu dos dois.