Aliados de Fernando Bezerra, líder do governo no Senado, dizem que dificilmente o senador vai perdoar o governo caso saia derrotado amanhã, 14, da disputa para a vaga do Tribunal de Contas da União.
Sem acordo, Bezerra disputa a vaga de Raimundo Carreiro com o senador Antonio Anastasia, que conta com o apoio das bancadas do Podemos, do PSD e de parte do PSDB, e com a senadora Kátia Abreu, que conseguiu unir Flávio Bolsonaro e do PT.
Carreiro foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a embaixada do Brasil em Portugal.
Bezerra disse a aliados que foram incontáveis as vezes em que ajudou o governo. “Era o mínimo”, reclamou, dizendo que situação poderá ficar “irreparável”.
Bezerra é do MDB e se colocou contra os interesses de seus pares na legenda, como na indicação de Renan Calheiros para relator da CPI da Pandemia. Ele tentou convencer a bancada a não indicar o colega, por exemplo.
Embora diga que o governo tem apoiado sua candidatura para o TCU, Bezerra sabe que o Flávio Bolsonaro trabalhou, em nome de Jair Bolsonaro, pela senadora Kátia Abreu.
De acordo com um senador, é possível que Bezerra saia antes da disputa de amanhã em favor de Abreu. Dependerá, disse, da situação se estará ou não irreversível. Do contrário, tentará até o final.

