Joe Biden usou o Twitter na manhã desta quarta-feira, 16, para cobrar das empresas petrolíferas a redução de preços na gasolina. Segundo o presidente dos Estados Unidos, “as companhias não deveriam lucrar às custas dos trabalhadores americanos”. 

Biden lembrou que houve uma expressiva queda no preço do petróleo nos últimos dias, depois que o mercado compreendeu melhor o alcance das sanções econômicas impostas à Rússia, em decorrência da guerra na Ucrânia. Atualmente, o barril está custando em torno de US$ 96.

“O preço do petróleo está caindo, a gasolina deveria cair também. A última vez em que o barril custou US$ 96, o galão estava a US$ 3,62. Agora, está US$ 4,31”, afirmou.

O presidente americano está preocupado com o aumento da inflação que o valor dos combustíveis pode gerar. No último ano, o índice atingiu 7%, o maior desde 1982. A projeção do Fed é reduzir o índice para 3% neste ano, mas o número ainda é considerado alto, já que, historicamente, as taxas nos EUA dificilmente passam de 1%.

Guerra na Ucrânia

Biden também anunciou no Twitter que vai tentar a aprovação de um projeto que criará um fundo de financiamento para enfrentamento da crise provocada pela guerra na Ucrânia. O pacote pode chegar a US$ 13,6 bilhões e será usado para questões internas e auxílio aos países envolvidos diretamente na guerra.

Também nesta quarta-feira, Biden anunciou o envio de US$ 800 milhões ao governo de Kiev. Desde o início da guerra, a Ucrânia já recebeu cerca de US$ 2 bilhões da Casa Branca.

A guerra pode ser uma tábua de salvação para o mandato de Biden. Presidentes com baixo índice de sucesso político já se salvaram em tempos hostis nos Estados Unidos. Foi assim com George W. Bush, por exemplo, ao assumir a chamada “guerra ao terror”, com as invasões ao Afeganistão e ao Iraque.

Com a agressão russa à Ucrânia, Biden consegue angariar aliados não só entre os democratas, mas em parte dos congressistas republicanos, que veem na Rússia uma ameaça que nunca se extinguiu, mesmo com o fim da União Soviética.