Em sua posse como ministro do Desenvolvimento Social, nesta segunda, Wellington Dias procurou mostrar a centralidade do Bolsa Família no novo governo. Em seu discurso, Dias afirmou que sua pasta, responsável pelo programa, “é o cérebro para todas as demais políticas que serão realizadas no país”.
“Temos que tratar do povo mais pobre, temos que cuidar com todo o olhar que deseja o presidente Lula, de forma integrada. São milhões de homens e mulheres que vivem no Brasil (nesta condição)”, disse.
Dias afirmou que que vai fazer a atualização do Cadastro Único, a base de dados do governo para conceder o benefício. Mas fará isso sem realizar pente fino, uma fiscalização. “É retomar a integração com estados e municípios, todos parceiros na área social. Sei que no Cadastro Único têm 90 milhões de pessoas e parte dessas recebem transferência de renda”, disse ao citar os dados da miséria no país.
Dias ficou com o ministério que poderia ter sido de Simone Tebet, porque o PT exigiu que a política símbolo do governo Lula ficasse com alguém do partido. Na posse de Dias foi massiva a presença de lideranças do PT e de partidos aliados.
Dias trabalhou ativamente pela PEC da Transição, que garantiu o pagamento de R$ 600 aos beneficiários do Bolsa Família neste ano.

