A operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro gerou atritos entre parlamentares do PL sobre a reação nas redes sociais. Aliados do presidente do partido, Valdemar Costa Neto, pediram que o nome dele também fosse citado nas publicações que acusam o ministro Alexandre de Moraes de perseguição.

A sugestão não foi – e nem será – acatada por todos, já que a ala bolsonarista enfatizou a desconfiança que carrega no presidente do partido. Valdemar foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.

 Até a tarde desta quinta-feira (8), devido às discussões internas, parlamentares do PL que são ativos nas redes sociais ainda não tinham se manifestado sobre a operação.

Por ora, o combinado é apontar um complô entre o Supremo Tribunal Federal e o governo Lula para prejudicar o partido nas eleições municipais deste ano e na de 2026. A estratégia é discutida desde o ano passado, como noticiou o Bastidor ao longo de 2023.

As recentes aparições públicas de Bolsonaro e publicações nas redes sociais, feitas em janeiro, em que diz que “as próximas semanas poderão ser decisivas” fazem parte do movimento discutido internamente para reforçar a ideia de perseguição.

No PL, a interpretação dos bolsonaristas é que a estratégia colocada em prática retarda uma eventual prisão do ex-presidente. Há uma frustração com a defesa pública feita de Mauro Cid. Foi a partir de informações fornecidas por ele que a PF deflagrou a operação de hoje.