O centrão, de olho no Ministério de Minas e Energia, passou a alertar o presidente para o dano que erros na gestão do sistema elétrico podem causar em sua popularidade. A reação dele, porém, assustou os parlamentares.
Jair Bolsonaro tem negado a gravidade da situação energética, diz que está tudo sobre controle e que o risco de racionamento é zero. Negando o problema, dizem, é impossível fazer qualquer planejamento, a exemplo do que ocorreu com a pandemia e a compra das vacinas.
Parlamentares alertaram o presidente que o racionamento de energia em 2001 acabou com os planos do PSDB em eleger José Serra presidente em 2002.
Um dos mais interessados no MME é o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra. Ele vem trabalhando para que seu filho Fernando Coelho Filho ocupe o lugar do ministro Bento Albuquerque.
Na sexta-feira 28 de maio, a Aneel autorizou, pela primeira vez, o patamar 2 da bandeira tarifária vermelha, o mais caro do sistema. O objetivo é conter o consumo de energia enquanto o nível dos reservatórios das regiões Centro-Oeste e Sudeste estiver baixo, causando risco de cortes de energia e até racionamento.

