O presidente Jair Bolsonaro tirou das mãos do ministro da Economia, Paulo Guedes, a missão de pagar já em agosto o aumento do Auxílio Brasil e do vale-gás.
De acordo com fontes do Palácio do Planalto, Bolsonaro conversou diretamente com Guedes e avisou que a burocracia será tocada pelo Ministério do Trabalho. Lembrou ao ministro a importância dos programas para o governo.
Guedes não admite de público, mas o Bastidor mostrou que ele pediu que seus auxiliares retardassem a efetivação da PEC Kamikaze. Guedes resistia ao rompimento do teto de gastos em mais de 40 bilhões de reais por temer pelas consequências fiscais e por sua biografia.
A responsabilidade direta por tornar possível o pagamento dos benefícios é do Ministério da Economia. A justificativa oficial para a mudança é que o Ministério do Trabalho tem experiência com outros benefícios, como o auxílio pago a trabalhadores que tiveram jornada e salário reduzidos durante a pandemia
Apesar do receio de Guedes, a PEC foi aprovada pelo Congresso de modo a que o governo federal não precise editar medida provisória detalhando como será feito o pagamento aos beneficiários do Auxílio Brasil e do vale-gás.
A efetivação do voucher aos caminhoneiros será mais difícil. Para pagar os motoristas, será necessário editar uma medida provisória abrindo crédito extraordinário para liberar o dinheiro.

